Mercado

 

PRUDUÇÃO INDUSTRIAL MENSAL MOSTRA RECUPERAÇÃO

02/09

Embora a previsão do Ipea para o resultado da produção industrial mensal de agosto de 2009 em relação ao mesmo mês do ano anterior seja de queda de 7,8%, os números mostram sinais de evidente recuperação. Dentre os indicadores setoriais, o destaque positivo ficou por conta da produção de autoveículos.

“Após a pequena queda verificada no mês anterior, o setor voltou a registrar crescimento na margem, avançando 5,4% na comparação frente a julho, na série com ajuste sazonal”, informa Leonardo Mello de Carvalho, coordenador do Indicador Ipea de Produção Industrial Mensal, elaborado pela Diretoria de Estudos Macroeconômicos do instituto.

O mês de agosto também registrou importante recuperação das exportações, que totalizaram 45.358 milhões de unidades, refletindo, em parte, a pequena melhora apresentada por algumas montadoras norte-americanas. A produção de papel e papelão foi outro setor que contabilizou crescimento na comparação dessazonalizada e avançou 1,6% em relação a julho. Já o fluxo de veículos pesados em rodovias cresceu 0,4% frente a julho, na série com ajuste sazonal, caindo 3,9% na comparação interanual.

A produção industrial em julho registrou expansão de 2,2%, na comparação com o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais. Este resultado representou uma forte aceleração, uma vez que a produção cresceu, em média, 1,5% nos primeiros seis meses do ano. Com relação a dezembro de 2008, a indústria já acumula um avanço de 12%, igualando o patamar de fevereiro de 2007. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda de 9,9% foi a menor desde o mês de março.

O resultado positivo na margem se refletiu em todos os setores, com destaque para a produção de bens de consumo duráveis, com crescimento de 4,6% sobre junho. Vale citar também a categoria de intermediários, que registrou variação positiva pelo sétimo mês seguido. O avanço de 2% representou uma aceleração sobre o crescimento médio do primeiro semestre, que foi de 1,3%.

Do Ipea

 

AUTO PEÇAS COM MERCADO SEGURO

01/09

Apesar de o ritmo das vendas de veículos ter reduzido em 15% no mês passado em relação a julho - de 288.137 para 244.771 unidades -, a indústria de autopeças mantém a projeção de produção de 3,5 milhões de veículos neste ano - volume 17,5% superior a 2007, quando foram produzidas (2,977 milhões de unidades. A previsão é que nos próximos meses sejam fabricados 1,075 milhão de veículos.

Para 2009, a estimativa da indústria de autopeças é que a produção de veículos mantém a trajetória de crescimento, porém num ritmo menor, variando entre 6% a 7%. “As montadoras continuam sinalizando que a produção de veículos continuará alta no próximo ano”, disse Wilson Rocha, diretor de vendas e engenharia da TRW Automotive.

“Os fatores econômicos ainda são positivos, não há falta de crédito no mercado e o consumidor ainda está confiante em obter empréstimo porque o nível de emprego se estabilizou no País”, comentou Rocha.

O diretor da TRW disse que a queda de 1% no volume de veículos produzido em agosto em relação de julho - de 317.777 para 314.695 unidades - não preocupa o setor automotivo porque, no acumulado até setembro, a produção foi 20% maior em comparação ao mesmo período de 2007 (de 1,931 milhão saltou para 2,324 milhões de unidades). “Com um dia útil a menos em agosto, a indústria automobilística deixou de fabricar 15 mil carros”, comentou Rocha.

Na opinião de Rocha, o que vai nortear o movimento da indústria automobilística até o final do ano é o volume de estoques. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em agosto a indústria fechou com 33 mil carros a mais no estoque em comparação a julho - 251 ante 218 unidades.

Com isso, o tempo para esvaziar os estoques no atual ritmo de vendas passou de 23 para 30 dias. “Esse movimento ainda não preocupa, mas deve ser observado nos próximos meses”, disse o presidente da Anfavea, Jackson Schneider.

Crescimento cadenciado

O presidente da Anfavea disse que há uma tendência sobre a qual a entidade já havia falado e que começa a se materializar, de um ritmo de crescimento mais cadenciado. “Você não pode ter crescimento sempre na faixa de 20% ou 25%. Você pode ter por um determinado tempo, para atender uma demanda que estava reprimida, e depois você cresce em um ritmo normal.”

Além dessa acomodação, Schneider disse que o aperto monetário iniciado em abril pelo Banco Central pode estar mostrando os primeiros efeitos sobre a indústria automotiva. “A alta do juro leva um tempo para chegar na ponta do varejo e podemos estar vendo esse tempo agora”, destacou o presidente da Anfavea.

Fonte: Gazeta Mercantil/Sonia Moraes e Reuters | www.gazetamercantil.com.br

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