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Canto da Oficina

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Conheça o sistema de alimentação do motor OM 611 LA e OM 612 LA, que equipam a van Sprinter e o caminhão leve 715 C. Acompanhe os procedimentos da desmontagem para manutenção.
Carolina Vilanova

A injeção eletrônica dos veículos diesel, assim pode ser definido o sistema Commom Rail, uma tecnologia que já está no mercado há alguns anos como equipamento integrado dos motores eletrônicos. O Common Rail (tubo comum, em inglês), de acordo com os fabricantes de motores, aumenta a potência e proporciona maior torque em baixas rotações, além do reduzir o consumo de combustíveis e os níveis de ruídos e de emissões de poluentes.

De acordo com Valdemar Lima de Jesus Filho, instrutor técnico do Senai-Ipiranga, o Common Rail é um sistema de gerenciamento eletrônico (CR) que permite a injeção direta de combustível na quantidade e no tempo exato, eliminando o uso da bomba injetora convencional. "Conta com uma Unidade de Controle Eletrônico (ECU) que administra as informações captadas pelos sensores do motor, gerencia os sinais dos atuadores e monitora o funcionamento de todo o conjunto. A partir desses dados, a unidade determina a quantidade e momento da injeção, sendo que cada unidade injetora alimenta um cilindro".

Os motores OM 611 LA e OM 612 LA da Mercedes-Benz, que impulsionam os modelos Sprinter e o caminhão leve 715 C, utilizam o Common Rail Direct Injection (CDI), na qual uma bomba de combustível alimenta o tubo comum com combustível e alta pressão para que chegue aos bicos injetores, daí, a injeção é feira por meio de um sinal elétrico vindo do módulo eletrônico.

A injeção é feita em duas etapas, a pré-injeção e a injeção principal. O início da pré-injeção é variável em função da rotação e solicitação do motor. A quantidade de diesel injetado varia entre 1,5 mm3 a 2,5mm3 por curso do pistão. Acontece uma chama na câmara de combustão e, em seguida, a injeção principal ocorre diretamente sobre o êmbolo - seu início e volume também variam em função da rotação e carga.
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Algumas características do sistema: o combustível é injetado na câmara de combustão um pouco antes do pistão atingir o PMS (Ponto Morto superior), aí em contato com o ar quente, pela movimentação do êmbolo e o combustível é queimado; a combustão é feita em toda mistura ao mesmo tempo, produzindo um golpe sobre o êmbolo. Os resultados são rendimento alto, chegando a 45% de energia que se transforma em movimento na árvore de manivela; forte pressão da combustão durante a queima do combustível.

"O filtro de combustível com separador de água conta com um dispositivo bimetal, uma válvula recirculadora, que faz com que o diesel seja enviado para o filtro para ser utilizado ou para o circuito de retorno do reservatório, dependendo de sua temperatura", diz o instrutor. Quando o combustível está abaixo de 30 graus C, a válvula permite que circule mais próximo do motor para aquecê-lo. Caso contrário, o diesel retorna para o tanque, passando por uma serpentina para resfriá-lo.

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Os componentes do sistema são:Imagem Canto da Oficina

1 - Reservatório de combustível
2 - Filtro com reparador de água
3 - Conexão de retorno do filtro com válvula recirculadora
4 - Bomba de baixa pressão
5 - Sensor de baixa pressão do combustível
6 - Bomba de alta pressão
7 - Tubo comum (Common Rail)
8 - Válvula reguladora de pressão do Rail
9 - Sensor de pressão do Rail
10 - Bico injetor
11 - Sensor de temperatura de combustível
12 - Resfriador do combustível de retorno

Dentro do Sistema

Os sintomas que indicam avarias no sistema são falta de potência e torque, consumo elevado de combustível, falha de funcionamento do motor, excesso de fumaça, cilindro com mal funcionamento devido a um injetor danificado, entre outros. O diagnóstico de falhas é realizado por meio de ferramentas eletrônicas, que analisam todo o sistema eletroeletrônico do veículo, e o motorista deve ficar atento à luz indicadora de anomalia no painel de instrumentos. Um dispositivo de proteção permite que o carro chegue a uma oficina sem comprometer seriamente o conjunto.

"Em um eventual problema que demande a inspeção do sistema, o técnico deve contar com as ferramentas adequadas para realizar algumas operações. Os parafusos utilizados em todos os componentes do motor são do tipo "torx", e precisam das chaves "torx" para serem removidos. Antes de fixá-los, cheque as condições das roscas e, se estiverem danificados, substitua-os", alerta Valdemar.

1) Para ter acesso ao sistema, comece removendo os periféricos, como o coletor de admissão.Imagem Canto da Oficina
2) Retire primeiro os parafusos para remover os tubos de alta pressão.
3) Para retirar os bicos injetores, desconecte o conector elétrico dos injetores.
4) Desloque os grampos de proteção e remova a tubulação de retorno.
5) Agora, desaperte e remova os parafusos de fixação do injetor - inspecione o estado dos parafusos antes de montá-los novamente. O torque na hora do aperto é de 42 Nm.
6) Com cuidado, retire o injetor. Na montagem limpe o corpo do porta injetor e aplique a graxa especial DBL 6827.50, para evitar oxidação.
7) Tire o tubo de alta pressão do Rail, que é proveniente da bomba CP1.
8) Solte os parafusos das duas extremidades do tubo comum.
9) Remova tubulação de baixa pressão do retorno do Common Rail. Aperte as garras para destravar a abraçadeira.
10) Para desencaixar o tubo de alta pressão da galeria comum, comece removendo o parafuso da conexão de retorno do combustível.
11) Agora retire o tubo de alimentação, o Common Rail, removendo os dois parafusos.
12) A válvula reguladora de pressão e o sensor de pressão (foto 12a), que é de 1400 BAR, se apresentarem problemas não permitem reparos, sendo necessário trocar toda a peça.
13) Observe os orifícios dos bicos injetores, anilhas dos tubos, se não estão danificados.
14) As velas aquecedoras, que são retiradas com ferramental apropriado, facilitam a partida a frio, caso queimem tem partida deficiente. Quando no veículo, para facilitar o acesso retire o conector com um alicate especial, Mercedes-Benz, de número 611 589 003700. As velas são removidas com o dispositivo 001 589 78 0900
15) Se for necessário tirar as bombas de alimentação de alta e baixa pressão, desconecte as tubulações. Retire a tubulação de baixa pressão, remova os parafusos e retire a bomba CP1.
16) Comece removendo a bomba de vácuo, e em seguida, a bomba de baixa pressão.

Sensores:

1) Sensor de rotação.
2) Sensor de baixa pressão de combustível, que detecta baixa pressão de combustível na linha de sucção.
3) Sensor de temperatura, nível e qualidade do óleo lubrificante
4) Sensor de fase (PMS), que indica ao módulo o posicionamento do primeiro cilindro, antes do PMS.
5) Aquecedor, que aquece os gases de respiro do motor (blow by) antes de entrarem no coletor de admissão
6) Sensor de temperatura do motor
7) Sensor de temperatura de combustível.
8) Atuador que desativa um cilindro da bomba CPI para não haver excesso de combustível no tubo comum (flauta).

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